segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Festinha

Malu comemora os dois anos em 26 de fevereiro, mas fizemos uma festinha para ela, no dia 22, sábado. E foi lindo!! A decoração pedi que não fosse cheia de coisas, com cara de aniversário de 15 anos, ou pior, paracendo um casamento. Então, quando vi pensei: pronto, a cara da Malu. Simples, leve, delicada. Foi uma mistura de pássaros, flores, cataventos, com bichos. Esses últimos não podiam faltar, visto que a pequena é fã de tigre, zebra, cachorro, leão, girafa, hipopotámo...

Confesso que fiquei apreensiva nos dias que antecederam a festa. Eu sempre fico. É aquela ansiedade natural. Será que vai faltar muita gente? Será que o buffet é gostoso? Será que a chuva vai estragar a festa?...e por aí vai.

Malu chegou na festa e ficou encantada com tudo. Batia as maozinhas e sorria. Na hora do parabéns, que pensei que fosse aprontar um berreiro (já havia feito isso em festas anteriores), ficou bem feliz no colo do pai. Bateu parabéns e não se espantou com a quantidade de pessoas à sua frente.

Ao final da festa teve mais liberdade e pegou os bichos como se reais fossem. Pegou a coruja, os esquilos e o cachorro. Queria levá-los para casa e ficou decepcionada quando soube que ficariam no espaço.

No dia 26 de fevereiro, posto um texto bem lindo sobre a pequena que preenche o meu coração de amor todos os dias.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Desmame


Pronto. Decidido e digamos assim, quase sacramentado. Foi com 1 ano 11 meses e 13 dias que resolvi desmamá-la. Resolvi fazer isso porque percebi que estava sendo mais desagradável do que prazeroso tanto para Malu quanto para mim. Ela estava numa fase que era "tete" para tudo. Pedia exaustivamente. Minha mãe, avó dela, disse que teve uma manhã, especialmemente, que ficou o período inteiro clamando pelas tetas. E ainda dizia assim: quando a mamãe chegar do trabalho, a Maluzinha vai mamar no tete que nem uma bezerrinha".



Daí, comecei a ser muito, muito pressionada pela minha mãe, meus irmãos, marido (esse bem menos visto que já havíamos brigado várias vezes pela cobrança dele que começou qd a Malu tinha 1 ano e 2 meses), e até meu pai ( que era super a favor dela mamar).



Então foi assim...pedi ao marido para comprar violeta genciana (líquido com uma coloração roxa de aspecto assustador. rsrsrsr). Decidi que naquela sexta-feira seria a última com as mamadas que ela estava habituada, ou seja, manhã, almoço, entardecer, noite e madrugada. Ao colocá-la para dormir, fiz uma breve despedida. Gravei a boquinha dela no peito, o olhinho fechando, a maozinha dela no meu cabelo. Agradeci por todo esse tempo em que amamentei e chorei um pouco. Chorei de emoção, de saudade, e porque não, de uma certa melancolia e tristeza por estar desmamando a pequena (sempre desejei que o desmame fossse algo natural. que ela mesma decidisse parar).



No sábado pela manhã, acodei mais cedo do que ela e passei aquele líquido roxo ao redor do bico do seio. Quando ela acordou pediu o tete e mostrei a ela o peito. Ela olhou, analisou, choramingou e logo ofereci uma mamadeira a ela que aceitou rapidamente. Fui saltetando para a cozinha e preparei o leite. Malu tomou tudo, não deixou uma gota. Achei lindo!!



Nesse dia, insistiu nos horários que ela costumava pedir pelo tete, mas sempre via aquela mancha nos ditos cujos e esquecia. Mas..a noite ao dormir foi doloroso. Pedia, chorava, esfregava a mão no olho, com raiva, puxava o meu cabelo, batia no meus peitos. Chorou, chorou, uns 20 minutos e dormiu de cansaço. Soluçou por uns 10 minutos após pegar no sono. Foi tenso, triste, mas estava decidida. Fui dormir e decidi também que não iria demamá-la de uma vez. Deixaria a mamada da madrugada. E tem sido assim há uns 10 dias.



É impressionante o poder de superação dela. Creio que das crianças de forma em geral. No segundo dia, a noite, pediu também, mas logo adormeceu nos meus braços. Há noites  em que é mais difícil fazê-la dormir; outras mais simples e assim tem sido.



Mas percebi uma mudança considerável no comportamento dela. Está mais nervosa, cheia de vontade. Antes era simpática que só, agora não faz a menor questão de mostrar os dentes, chora por qualquer coisa, quando decidi por alguma coisa, é difícil convencê-la do contrário. Não sei se tem alguma coisa a ver com os dois anos que se aproxima...mas uma coisa é fato, haja paciência.

Malu na escola


Dia 28 de janeiro de 2014. Momento em que a Malu Alencar Zorzin inicia sua vida acadêmica. Assim que voltei de licença maternidade havia combinado com minha mãe que colocaria a Malu em uma creche quando ela completasse 1 ano. Chegou a idade e decidimos adiar para 1 ano e meio. Chegou a idade e decidimos colocá-la com dois. E dessa vez sem protelar.  Em novembro de 2013 eu e o pai fomos em busca de uma escola que acreditássemos na proposta pedagógica e, além de tudo, que fosse ampla e com espaço verde. Visitamos umas quatro e nos apaixonamos por uma em especial. Ampla, arborizada, parquinho grande, trenzinho para os pequenos e bichos (com autorização do IBAMA), que aliás são a paixão da Malu.

Feito a matrícula (com um frio na barriga) só nos restava aguardar. Os dias para o início das aulas se aproximavam e o meu peito apertava. Mas decidi que não ia sofrer por antecipação e foi quando decidi esquecer. Mas faltando 2 semanas para o ingresso na escola, a insônia me pegou. Perdia o sono lá para as 5h da manhã e não dormia mais. Pensava, pensava e pensava.  Ficava aflita dela sofrer demais visto o apego máximo, supremo dela comigo e com as pessoas que ela conhecia bem: avó, avô, padrinho e tia glaicinha.

Chegou a semana. O primeiro dia só para os pais. Conhecemos a equipe pedagógica e após isso, nos reunimos na salinha que seria da Malu com a professora e assistentes. Nesse momento, tirei todas as dúvidas que habitavam minha cabeça e aproveitei para emanar pensamento positivo, tipo: vai dar certo, ela vai gostar.


No dia seguinte, foi a vez dela ir, mas com os pais. Foi tudo lindo. Ela adorou a salinha. Gostou do espaço da cozinha. Lá passou roupinha, colocou a boneca para dormir no berço e lavou a mão no tanquinho. Andou pela sala inteira. Ficamos por lá umas duas horas e seguimos para casa. No terceiro dia, a deixamos na porta da sala e fomos embora. Ela chorou um pouco, mas nada esguelante, assustador.

E tem sido assim. Dias em que choraminga, outros em que está tranquila.

Confesso que me supreendi com a reação dela. Imaginei que fosse sofrer horrores pelo apego desenfreado a mim e a minha família. Só que não.

Ela sempre retorna da escolinha feliz, com histórias para contar e fazendo referências aos amigos que fez por lá: Miguel, João, Felipe, Rodigo e Manu (melhor amiga dela).

Mas não há um dia sequer que a mamãe aqui não sofre de ansiedade pelo dia da pequena na escola. Acho que isso atrapalha a mim e a ela porque o bom mesmo é mente tranquila e coração sossegado. esses fluidos são importante para que tudo aconteça de forma linda, leve e solta.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Obigada

                                                                                                                                                  7/10/13
 
 
Hoje, dia 7 de outubro, eu e seu pai completamos 7 anos de casados. Daí, olho bem nos seus olhinhos e digo: Malu você é o melhor presente de nossas vidas. Quando você me surpreende com a resposta: Obigada, mamãe!
Não acreditando no que tinha acabado de ouvir, olho para o seu pai e pergunto: ela disse obrigada? Foi isso? E seu pai começou a rir e disse foi isso mesmo. Registra o que ela falou no blog. 
FEITO. Registrei.
 
 
 
 

Fofurices


Agora aprendeu que existe na língua portuguesa o diminutivo e daí tudo se transforma em mínimo. É a coisa mais engraçada dos últimos tempos.

Tulizinha = diminutivo de Sueli

Livrinho

Nenenzinho

Fozinha = diminutivo de florzinha

E por aí vai...


Aprendeu a contar histórias. Senta no chão pega um livro de sua preferência e começa...daí, o cassorrinho (cachorro) falou...daí, o lorinho (louro) falou...daí, o ursinho falou... e eu, o pai ou quem estiver com ela tem de completar as frases. Haja imaginação. E se por algum motivo alheio a nossa vontade esquecemos de completar a frase, ela engata num desenfreado: e daí, e daí, e daí, e daí. Juro parece uma vitrola quebrada. Por dentro damos gargalhada.


Está tão, mas tão apegada aos livros que dias desses antes de dormir tive de apagar todas as luzes da casa e dizer que os bichinhos do livro foram dormir porque estavam cansados. Foi pro peito chorando, fazendo biquinho, mas adormeceu. Coloquei no berço e quando deu 4h da matina, a baby acorda dizendo: livrinho, livrinho. Cutuquei o pai e começamos a rir
Ao deixar ela na casa da minha mãe, na porta do elevador, o marido se despede de mim: tchau amor. E ela, pro pai: tchau amor. “ganhei o meu dia, filha”, disse o pai todo emocionado.

Malu e o Pai


 
O encantamento pelo pai surgiu. Não foi agora, com 1 ano e seis meses. Esse movimento aconteceu bem antes, com 1 ano e 4 meses. Se antes eu não podia nem ir ao banheiro direito, agora faço tudo com muito mais calma. Isso porque a Malu está mais do que nunca apegada ao pai. É uma relação intensa de amor, brincadeiras e companheirismo. Agora, ela só lembra da mãe quando quer mamar ou dormir.

Penso que acho isso ruim, fico com ciúmes. Nãoooo, de forma alguma. Ao contrário, acho a coisa marlinda de deus. Acho bem bonitinha a afinidade dos dois. Existem brincadeiras, que só o pai serve. Tento imitar, mas não tem jeito. Ela logo diz: papaia. Ou seja, papai faz você!

Lembro quando Marcus ficava super ciumento dizendo que a Malu estava apegada por demais a mim e a ele nada, nadinha. E eu sempre soube que um dia a hora dele ia chegar. Agora, ele que não “respira” mais. Não tem mais tempo de ler um livro, verificar e-mails ou até mesmo assistir suas séries televisivas favoritas. Mas, quer saber ele se diverte com a Malu. Da cozinha, ouço a risada dos dois.

Ele é o pai perfeito, mas perfeito mesmo. Se eu tenho alguma queixa dele a fazer?? Absolutamente que não. Tenho certeza que ele é essencial para a Malu.