Estava tudo programado para você vir ao mundo de forma natural, mas o líquido da placenta estava diminuindo e a obstetra não quis arriscar. Eu poderia optar por prolongar, ou seja, esperar sentir as contrações, mas resolvi que não. E fui, surpreendida num sábado, ensolarado, indo para um churrasco. O celular da mamãe toca e era a médica: Lú, meu coração está pedindo para fazermos o parto amanhã. O queêêêê??? Fiquei aflita, mas não podia ir contra o que ela estava falando. Afinal, a médica tinha muuuuita experiência e eu não podia ir contra. Ou melhor, até podia, mas resolvi seguir as orientações dela.
No outro dia, lá estávamos nós no hospital Santa Lúcia, bem cedinho, tipo umas 7h da manhã para dar entrada. Fomos para a sala de cirurgia e o meu coração estava pulando, quase saltando da boca. Confesso que estava ansiosa. Queria te ver e saber que estava tudo certo com você. A sala de parto estava descontraída. Os médicos, anestesistas e enfermeiros conversando amenidades. Acho que faz parte do processo para que nós, pacientes, nos sintamos mais tranqüilos. E acho que é uma ótima estratégia, pois funcionou comigo.
O único momento que fiquei tensa, filha, foi com a anestesia. Porque tem um tantão de gente que põe medo na gente por causa da bendita. Mas o anestesista foi um querido. Sempre perguntando se estava tudo bem com a mamãe.
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