Sempre achei esse negócio de comparação um saco. Sempre tive um discurso contrário. Sempre pensei que nunca, jamais faria comparações quando tivesse um filho. Ledo engano. Hoje, me pego fazendo questionamentos para as devidas comparações. E isso, sinceramente, é horrível. O seu filho come bem? A sua filha já engatinha? O seu bebê aceita suco? Quando encontro uma mãe na rua que me dá uma brecha faço essas perguntas como quem não quer nada e no meu íntimo digo: poxa, a Malu não come nem três colheres de sopa; é a Malu ainda não engatinha, só está ensaiando; a Malu não aceita suco de forma alguma...nunca pensei que faria uma coisa dessas. De certa forma fico frustrada por comparar.
Tenho um marido que é maravilhoso e está se saindo ótimo pai também. É ele quem me diz: lu não compara a nossa filha com outras crianças. Ela é única. Ela tem o tempo dela. Nunca imaginei que fosse ouvir esse conselho. Na minha cabeça sempre achei que eu seria a pessoa que daria esse tipo de conselho. Agora está cada vez mais claro que devo julgar cada vez menos as pessoas, especialmente, as mães. Quando nos tornamos uma delas, tudo muda, todos os conceitos caem por terra. As teorias não nos servem para quase nada. O que vale mesmo é a prática, é o dia a dia. Os teóricos dizem que é errado dar comida para o filho ao tempo em que ele assiste Galinha Pintadinha; os livros abominam que os bebes adormeçam no colo da mãe; a psicologia reforça a necessidade de o neném entender que não pode ir para a cama dos pais...e são tantas as formulações, as conspirações, as teorias. Se seguirmos tudo isso, é bem capaz que fiquemos loucos e criemos robôs ao invés de seres humanos.
Tenho tentado a cada dia ser menos comparativa e entender que cada ser tem o seu próprio tempo. Que a gente não pode mudar o curso da vida; que não temos o domínio de muitas coisas. Que não somos deus. Após a maternidade percebi o quanto tenho que mudar, me transformar, evoluir. Devo aprender muito ainda. Obrigada Malu por me ensinar tanto.
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