1 ano, 3 meses e toda fofurice que acompanha a idade. Hoje, entendo perfeitamente a frase: a medida que o tempo passa o amor aumenta. Não que eu não a amasse desde o primeiro instante, mas é que com os dias, a sintonia, a troca, o companheirismo, o olhar vão se tornando cada vez mais intensos. É literalmente o coração pulsando fora do nosso corpo.
O vocabulário dela está maior. Entende tudo e tenta imitar as palavras que pronunciamos (neste momento, muito cuidado com o que se fala perto da pequena pagagaia). O novo vocabulário comporta: papel, tudo, alala (arara), madila (cachorro que se chama Maguila), popolo (cachorro que se chama Apollo), Li (abreviação de Sueli, moça que trabalha na casa da minha mãe), enfim a lista é extensa, porque de fato ela fala tudo, ou melhor, quase tudo.
O apego a pessoa da senhora sua mãe (quem vos escreve) está grande, muito grande. Não posso dar um passo distante dela que logo me chama: mamãe...às vezes sufoca, mas acho natural ( representa: a paz, o colo, a segurança, o amor e um mundo de sentimentos que só ela mesma sabe).
Está correndo e isso é muito engraçado porque ainda não domina totalmente os seus passos. Não tem aquela firmeza toda.
Sente falta do papaia dela. Um sábado ficou só eu e ela em casa (o pai foi trabalhar), todo e qualquer barulhinho que ela ouvia perguntava em um tom que parecia pergunta: papaia (detalhe para o dedinho indicador que ela coloca perto do ouvidinho - coisa mais amável do Planeta Terra).
Quando está no meu colo, me abraça e coloca o rostinho dela colado ao meu (acho que é para demonstrar o carinho que sente por mim). Os meus olhos sempre marejados quando isso acontece.
Emburra. É isso mesmo. Quando algo a desagrada abaixa a cabeça, curva o corpinho e sai desbaratinada rumo ao quarto dela (seja lá em casa ou na casa da avó). Se a gente acha engraçado: quase morre de rir (é claro que fazemos isso sem ela perceber até para não estimular o chilique infantil).
Então é isso, muitas novidades, muito amor, e tuuuudo de lindo.